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Postado em 16 de Setembro às 08h00

Dor nos pés na infância: quando não é apenas ?dor do crescimento?

É comum que queixas de dor durante a infância e a adolescência sejam associadas ao crescimento. Afinal, essa é uma fase marcada por diversas mudanças no corpo. No entanto, quando a dor aparece nos pés, atribuir automaticamente o desconforto ao crescimento pode fazer com que outras possíveis causas deixem de ser investigadas.
Toda dor nos pés é dor do crescimento?
Não. Crianças e adolescentes podem apresentar dores nos pés por diferentes motivos, desde sobrecarga relacionada às atividades do dia a dia até alterações que merecem uma avaliação mais cuidadosa.
Além disso, a chamada ?dor do crescimento? possui características específicas e não deve ser usada como explicação para qualquer desconforto nos membros inferiores.
Por isso, mais importante do que tentar identificar a causa em casa é perceber como, quando e com que frequência a dor aparece.
Quais sinais merecem atenção?
Algumas mudanças podem indicar que a queixa precisa ser investigada. É importante observar quando a criança ou o adolescente:
reclama repetidamente de dor no mesmo local;
começa a mancar;
evita correr, brincar ou praticar esportes;
deixa de realizar atividades que antes fazia normalmente;
apresenta inchaço;
sente uma dor que persiste ou piora com o tempo.
Também vale prestar atenção ao impacto do desconforto na rotina. Uma criança que modifica espontaneamente a maneira de andar, reduz suas brincadeiras ou passa a evitar determinadas atividades pode estar adaptando seu comportamento para não sentir dor.
O que pode causar dor nos pés de crianças e adolescentes?
As causas variam conforme fatores como idade, características do desenvolvimento, atividades realizadas e localização da dor.
Sobrecargas, traumas, prática esportiva, alterações biomecânicas e algumas condições ortopédicas estão entre as possibilidades. Por esse motivo, sintomas semelhantes nem sempre possuem a mesma origem.
A avaliação individual permite analisar não apenas o ponto doloroso, mas também aspectos como marcha, alinhamento dos membros, mobilidade, histórico de atividades e evolução dos sintomas.
Quando procurar avaliação médica?
Uma dor ocasional e passageira pode acontecer. Porém, quando o quadro se torna frequente, persistente ou interfere nas atividades habituais, é importante buscar avaliação.
A presença de inchaço, dificuldade para caminhar, piora progressiva ou limitação das atividades também merece atenção.
O objetivo não é transformar toda queixa em motivo de preocupação, mas evitar que uma dor recorrente seja normalizada sem entender o que está acontecendo.
Observar é parte importante do cuidado
Crianças nem sempre conseguem explicar com precisão o tipo ou a intensidade da dor que estão sentindo. Por isso, mudanças de comportamento podem fornecer informações importantes.
Se a criança passou a brincar menos, evita apoiar um dos pés, manca ou reclama repetidamente da mesma região, esses sinais devem ser considerados.
Nem toda dor nos pés durante a infância é simplesmente consequência do crescimento. Frequência, intensidade, duração e impacto na rotina ajudam a determinar quando é necessário investigar.

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